quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A pequena história da minha longa história. (Dom Marcel Lefebvre, FSSPX)


Vida de Monsenhor Lefebvre contada por ele mesmo.

Estas conferências foram proferidas por Sua Excelência Monsenhor Marcel Lefebvre na Abadia São Miguel nos dias 07, 08 e 12 de fevereiro de 1990.
            A fim de preservar, nestas conferências, seu caráter próprio e pessoal, o estilo falado foi conservado, exceto algumas correções: os títulos e subtítulos são da redação.
Prefácio de Sua Exa. Monsenhor Bernard Fellay.
“Caro leitor,
Nossas irmãs aproveitaram a ocasião de uma passagem de Monsenhor Marcel Lefebvre, seu fundador, por sua casa, a Abadia São Miguel, onde ele gostava de se retirar por alguns dias, para lhe pedir algumas conferências.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PRINCÍPIOS CATÓLICOS



Alguns textos oficiais que servem como princípios orientadores na crise atual. Abrange itens como: O caráter da Igreja Católica; O papado; O Santo Sacrifício da Missa; A natureza do dogma; A natureza das leis.

1. A Igreja Católica é divina.

E para que pudéssemos cumprir o dever de abraçar a verdadeira fé e nela perseverar constantemente, Deus instituiu, por meio de seu Filho Unigênito, a Igreja, e muniu-a com os sinais manifestos da sua instituição, para que pudesse ser por todos reconhecida como guardiã e mestra da palavra revelada.” (Vaticano I, Dz 1793).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Novena de Natal



Caríssimos,

Com a aproximação do Natalício de Nosso Senhor oferecemos aos nossos leitores a Novena de Natal segundo Santo Afonso Maria de Ligório para bem dispormos nossas almas para essa grande comemoração do Ano Litúrgico que se iniciara há pouco.

Que o bom Deus os cumule de todas as graças e bênçãos celestes para que possais honrá-lo dignamente em vossas vidas.

Graça e Paz.


sábado, 12 de dezembro de 2015

Transplantes e doações de órgãos


[Jornal Sim Sim Não Não
nº. 168 e 169, Julho/Agosto
e Setembro/Outubro de 2009.]

Quando se fala de transplante e doação de órgãos numa revista católica qualquer, multiplicam-se as citações da Escritura ou dos Papas para ilustrar que um católico deve ser favorável aos transplantes, que seriam uma manifestação de caridade em relação ao próximo.
Quanto a nós, gostaríamos de mostrar que, do ponto de vista moral, é impossível responder à questão por um simples sim ou não, utilizando um princípio único (a título de comparação, o enunciado do 5° mandamento é simples: “não matar”, mas a compreensão é mais complicada quando se analisa o caso da legítima defesa, da guerra e da pena de morte).

A Missa de Lutero



Conferência de Dom Marcel Lefebvre.

Esta noite, falarei da Missa de Lutero e da Missa do novo rito. Por que essa comparação entre a Nova Missa e a Missa de Lutero? Porque a história o diz; a história objetiva não é criação minha. (Sua Excia. mostra então um livro sobre Lutero, publicado em 1911, “Do Luteranismo Ao Protestantismo” de Léon Cristiani). Ele fala sobre a reforma litúrgica de Lutero. Trata-se de um livro escrito em um tempo, em que o autor nem conhecia nossa crise, nem o novo rito; portanto não foi escrito com segundas intenções.
Síntese dos princípios fundamentais da Missa
Primeiramente desejo fazer uma síntese dos princípios fundamentais da Missa, para trazer à nossa memória a beleza, a profunda grandeza espiritual de nossa Missa, o lugar que nossa Missa ocupa na Santa Igreja. Que coisa mais bela Nosso Senhor legou à humanidade, que coisa mais preciosa, mais santa concedeu à Sua Santa Igreja, à Igreja sua Esposa, no Calvário, quando morria na Cruz? Foi o Sacrifício de si mesmo.

sábado, 28 de novembro de 2015

Danças (Pe. Ricardo Félix Olmedo)



Autor: Padre Ricardo Félix Olmedo, FSSPX.

Na sociedade cheia de contradições em que vivemos, a dança se transformou  para quase toda a juventude, algo quase necessário, e para não poucos, a coisa mais importante de suas vidas. O fim de semana é esperado com ansiedade e planejado cuidadosamente com muita antecedência, de maneira que todo o ano está organizado em torno dessas reuniões mundanas, festas, noitadas, boates, discotecas, etc., onde os jovens esgotam seus corpos e pervertem suas almas desde a meia-noite até a madrugada, por meio da dança [16], com conversas frívolas quando não abertamente más incluindo bebidas e até drogas...

“A moral da Igreja é imutável e o que ontem era vaidade, ocasião próxima de escândalo ou de pecado, o é hoje e o será sempre”, ensinava com toda razão Dom Antonio de Castro Mayer em sua sempre vigente e mais atual que nunca, carta pastoral sobre os “Problemas do Apostolado Moderno” [17]. Por isso é importante um juízo acertado sobre a dança e as suas circunstâncias, que sirva, tanto aos pastores de almas como aos fiéis devotos que vivem no mundo, para julgar e obrar segundo a reta razão e os princípios perenes da moral católica.

            § 1. NOÇÕES PRÉVIAS

O Cardeal F. Roberti define a dança como “um conjunto de movimentos rítmicos com os quais se expressam sentimentos de entusiasmo, especialmente de alegria” [18], e assim entendido, conforme a sã teologia moral deve-se afirmar que a dança não é em si intrinsecamente má [19]. Como também não o são a música e a poesia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A CASA - por GUSTAVO CORÇÃO


Só pode ser na casa. Na casa de família. Na casa que se fecha, não para isolar-se da cidade, mas para abrigar da chuva e do vento a boa sementeira da amizade.
Em relação aos muros da casa de família há porém um problema semelhante ao das fronteiras das nações. Há casas patrióticas e casas nacionalistas. Poderíamos também mencionar as casas internacionalistas, onde entra e sai quem quer, onde todo mundo faz o que lhe passa pela cabeça, e onde, em suma, impera tamanha tolerância que não seria impróprio chama-las casas de tolerância.
As nacionalistas são aquelas que mais abrigam uma quadrilha do que uma família. Não porque sejam os seus membros ferozmente desunidos; antes porque são unidos ferozmente. Unidos contra as outras casas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O espirito da FSSPX (Por: Dom Marcel Lefebvre)

O ESPÍRITO DA FRATERNIDADE SÃO PIO X

Dom Marcel Lefebvre (1981-1982)


Artigo 1
Estas linhas vão destinadas principalmente aos sacerdotes membros da Fraternidade, mas também aos seminaristas, aos irmãos, às religiosas professas e noviças da Fraternidade, às oblatas, e a todos aqueles e aquelas que colaboram com nosso apostolado e participam da vida de nossa família espiritual.
Ao cumprir a Fraternidade seu décimo aniversário, queria tratar de definir e escrever o que chamamos o espírito da Fraternidade.

sábado, 5 de setembro de 2015

A Visibilidade da Igreja e a Situação Atual


Apresentamos aqui alguns extratos de uma conferência de Dom Marcel Lefebvre. A dita conferência tem várias qualidades. Além de tratar com profundidade da questão da visibilidade de Igreja em meio à crise terrível que atravessamos, traz o pensamento autêntico de Dom Marcel Lefebvre, tal como ele o expôs aos seus padres pouco tempo depois de Dom Gérard Calvet ter feito seu acordo com o Vaticano, respondendo a alguns argumentos teológicos que este desenvolveu numa publicação do jornal Présent do dia 18 de agosto de 1988. Mesmo se em determinadas cartas, como é natural, S. Exa. tenha falado com maiores cuidados na esperança de mover os adversários a compreender e aceitar a Tradição, não resta dúvida de que seu pensamento estava longe de aceitar o Vaticano II ou a Missa de Paulo VI. Dom Lefebvre responde, assim, com antecedência aos argumentos que tentam justificar a atual posição de Campos. 
– Nossa tradução é tirada da revista Fideliter 66 de nov/dez de 1988, p. 27-31.


Dom Marcel Lefebvre

Meus caros Padres,

Penso que vós que saístes dos seminários e que, estais agora exercendo o ministério e que desejastes guardar a Tradição, vós que desejastes ser padres para sempre, como foram os santos padres de outrora, todos os santos vigários e os santos sacerdotes que nós mesmos pudemos conhecer nas paróquias. Vós continuais e representais verdadeiramente a Igreja Católica. Acredito que é necessário convencer-vos disso: “representais verdadeiramente a Igreja Católica”.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Nota de Falecimento: Sra. Guy Fellay.


Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est


O Reverendíssimo Padre Bouchacourt, Superior, e os padres e irmãos do Distrito da França confiam vossas orações pelo descanso da alma da Sra. Guy Fellay, mãe de Sua Excelência Reverendíssima D. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, falecida no dia 3 de setembro de 2015, na festa de São Pio X. Na véspera deste dia, ela tinha recebido a extrema-unção das mãos de seu filho.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

DISCURSO DE PIO XII SOBRE ANESTESIA


1. Os princípios fundamentais da anestesiologia, como ciência e como arte, e o fim a que ela tende não levantam objeção. Combate forças que produzem efeitos prejudiciais, sob muitos respeitos, e dificultam um bem maior.
2. O médico que a aplica não entra em contradição nem com a ordem moral natural nem com o ideal especificamente cristão. O que procura, segundo a ordem de Deus, submeter a dor ao poder do homem, e utiliza para isto as aquisições da ciência e da técnica, segundo os princípios que enunciamos e hão de orientar as decisões nos casos particulares.
3. O paciente, que deseja evitar ou acalmar a dor, pode sem inquietação de consciência utilizar os meios encontrados pela ciência, e que, em si mesmos, não são imorais. Circunstâncias particulares podem impor outra atitude; mas o dever geral de renúncia e purificação interior, que obriga os cristãos, não é obstáculo ao emprego da anestesia, porque esse dever pode-se cumprir doutra maneira. A mesma regra se aplica também às exigências do ideal cristão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Com a palavra: Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira



A Voz de Dom Vital


A igreja de Jesus Cristo, irmãos e filhos diletissimos, tem sido sempre mais ou menos perseguida pela impiedade, nunca cessou de lutar com inimigos sanhudos que haviam jurado sua ruína total.
Ainda estava no berço e já tentavam afoga-la no próprio sangue. Mas um anjo baixa do céu, furta-a ao furor do desconfiado idumeo, sedento do sangue da recém nascida, e salva-a, transportando-a, no silencio da noite, da Judeia para o Egito. (1)

Deixa as faixas da infância, começa a crescer; eis que acorrentam-na, açoitam-na e procuram abafá-la no fundo de sombrias masmorras; porem, ali mesmo, ela se desenvolve, vigora, como se livre respirasse o ar puro das praças publicas. (2)
Relaxam-lhe as cadeias, ela corre pela Ásia, vai a Grécia, invade todo o império romano, penetra até o coração do mundo civilizado, Roma, a cidade dos Cesares. Ali, Sanguinolenta perseguição se arrebenta contra ela. 

sábado, 4 de julho de 2015

Dom Marcel Lefebvre aceitou o concílio "In Totum" e assinou tudo?


Muitos, sem a menor vergonha, ou boa-vontade, gostam de dizer que Dom Marcel Lefebvre havia assinado todos os documentos do concílio pastoral Vaticano II, e que portando, teria sido hipocrisia dele ser contra algo que antes apoiara. Essas afirmações vêm de de jovens mal-saídos dos cueiros, e ainda fervilhando de espinhas, à delegados desocupados. Discutiremos aqui, se houve realmente a assinatura e o que ela, existindo ou não, importa.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ajude os fiéis de Ribeirão Preto


Salve Maria!


Nobres amigos, membros e leitores da Juventude Tradicionalista de Pernambuco, neste mundo onde o divisionismo e a cizânia traga as boas almas católicas, vamos nos unir por uma nobre causa.

Faça uma doação nem que seja de um valor minimo para os amigos de Ribeirão Preto, o Brasil precisa de mais missões da FSSPX, precisamos de mais priorados, mais padres, mais fiéis, mais fé sobre esta terra de Santa Cruz!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Qual Código Canônico Voga?


A pergunta surge, e juntamente a ela um ar inquisitorial: por quê Dom Fellay usa o código canônico de 1988? Ele está de acordo com Roma?

terça-feira, 21 de abril de 2015

AS AMIZADES ESPIRITUAIS

Santos Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa, Gregório Nazianzeno e Macrina

Por Rev. Pe. Josemaría Mestre Roc, FSSPX


I. NATUREZA DAS AMIZADES ESPIRITUAIS

1. Que é amizade.

A amizade é um amor de benevolência fundado na comunicação de um bem : - amor  de benevolência: pois nem todo amor tem razão de amizade, senão só quando de tal maneira amamos a alguém, que queremos o bem para ele; - o amor mútuo: pois se pode amar sem ser amado, e nesse caso não há amizade; para ela se requer, ademais da benevolência, certa mútua reclamação de correspondência, porque o amigo é amigo para o amigo; amor fundado em certa comunicação que manifeste sua mútua benevolência; pois os amigos, para sê-los, se hão de dar conta de seu recíproco amor; se o ignoram haverá amor, mas não amizade. Requer-se assim que haja entre elas alguma classe de comunicação, é precisamente o fundamento da amizade.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O milagre de Carpegna e a FSSPX.



NO DIA 1° DE NOVEMBRO DE 1970, MILAGRE DE CARPEGNA NA ITÁLIA
E APROVAÇÃO CANÔNICA DA FRATERNIDADE DE MONSENHOR LEFEBVRE.

Os misteriosos sinos de Carpegna anunciaram milagrosamente e com majestade o início da restauração da Missa e do Sacerdócio.

Quem tocou os sinos de Carpegna?

Deus não quer a nova missa. O seguinte relatório narra um acontecimento pelo qual Deus exprime claramente o Seu desagrado com a nova missa. O Padre Abrahamowicz, um [ex-]sacerdote da Fraternidade São Pio X do Distrito da Itália ouviu falar deste acontecimento e foi em Carpegna para informar-se exatamente desta notícia. Averiguou os fatos relatados fazendo um inquérito e recebendo os depoimentos dos aldeões testemunhos dos eventos. A circunstância que sobressai é que os acontecimentos de Carpegna coincidem precisamente com o dia da ereção canônica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que teve lugar no dia 1° de Novembro de 1970, mesmo dia em que começaram os acontecimentos de Carpegna. Como agora sabemos, foi um dia decisivo para a salvaguarda da Missa tradicional.

O seguinte relatório dos fatos é da autoria da Senhora Gabriella de Montemayor:

terça-feira, 7 de abril de 2015

O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS.



Excelente trabalho do Pe. Emmanuel-André acerca de coisas que estão por vir na história da humanidade e que refletem a já tão conhecida luta entre a luz e as trevas, entre o céu e o inferno e entre os eleitos e os condenados!

Boa leitura!

As Sete Igrejas e as Sete Idades.



Cardeal Billot

O Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A missa nova em questão.


Resumo, em perguntas e respostas, do folheto: “A Missa Nova: Um Caso de Consciência”, compilado sob a responsabilidade dos Padres de Campos.
Este trabalho foi feito pelos Padres de Campos no tempo em que, junto com a Fraternidade São Pio X e as outras Comunidades tradicionais, defendiam a Missa Tradicional e atacavam a Missa Nova. Tendo eles abandonado a difusão de vários preciosos trabalhos defendendo a fé como este, nos permitimos assumir no seu lugar a continuação da publicação deste texto. 

I – LITURGIA

    1 - Que é Liturgia?
É o conjunto dos ritos prescritos pela Igreja para o exercício do culto público.

    2 - Qual a origem da Liturgia católica?
Nas suas práticas fundamentais vem de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando Nosso Senhor instituiu os Sacramentos e a Santa Missa, estabeleceu os primeiros elementos do culto cristão.

sábado, 28 de março de 2015

Praias e piscinas (Pe.Ricardo Félix Olmedo)



Autor: Padre Ricardo Félix Olmedo


O banho ao ar livre em praias e piscinas é higiênico e saudável, pode ser uma honesta forma de recreação; em si mesmo não é mau e, portanto, lícito. Contudo, com a desculpa de ser por motivos de higiene, saúde ou descanso, são cometidos, hoje, gravíssimos escândalos.

Não se trata de coibir uma natural, lícita e saudável expansão, nem o uso dos bens que Deus outorgou ao homem para sua conveniente higiene e para a recreação do corpo e do espírito; mas de forma alguma é permitido, e é pecado grave, que, aproveitando-se dessas ocasiões, os costumes honestos sejam abandonados, consinta-se no desenfreio dos vícios, dê-se lugar ao nudismo sem pudor e se pervertam as almas pelo escândalo...

quarta-feira, 25 de março de 2015

DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS


Por Rev. Pe. Josemaría Mestre Roc, FSSPX

O Ofício próprio do demónio é tentar, segundo Santo Tomás (Iº, II, 4, 2); por isso, já vimo como combatê-lo, ao estudar a luta contra as tentações. Só nos resta por ver algumas normas de discrição de espíritos, para saber quando é o demônio o que move nossa alma, e quando é Deus, e quando é nossa própria natureza, a fim de poder atuar em consequência, aceitando as boas moções e rechaçando as más.

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